Disse Hesíodo (séc. VII a.C.)

Não há vergonha no trabalho. A vergonha está na ociosidade.

28/05

07/06

31/05

CeC 1.000

[Crônica] 48 horas

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Há uma situação corriqueira, acredito que na vida de muita gente, um quadro que independe de você conviver com muitas pessoas, ou com um grupo menor. Não apenas em casa, como na escola, no trabalho, na vizinhança, ainda existe uma realidade egoísta, injusta e que causa mais estrago do que imaginamos: é a cultura do Valor do Momento.


Já cheguei a desejar que o dia tivesse mais de 24 horas, porque esse período não estava sendo suficiente para realizar todas as minhas atividades. Estes são tempos marcados pela velocidade dos acontecimentos, das ações e emoções. A vida passa como um facho efêmero de luz, mas será que anda deixando boas marcas?


Vivemos com pressa, seja para terminar as refeições ou para acessar portais de notícias e entretenimento; para chegar ao trabalho ou voltar para casa; para encontrar prazeres e satisfação. As vantagens e economia de tempo são atraentes, mas isso não significa necessariamente um coisa boa.


- O fast-food fez das refeições uma atividade de momento, algo passageiro, uma necessidade, e não mais um prazer do conjunto. Quem ainda se reúne à mesa para comer? As cadeias de lanches prontos colaboraram para que as refeições fossem ainda mais rápidas e "portáteis": são copos e pratos descartáveis, embalagens de papelão ou plástico que você atira a uma lixeira ao fim do filme, no cinema, ou mesmo em casa. Se você pode comer algo gostoso, preparado por outros e que ainda pode ser entregue em domicílio, porque cozinhar ou sair para comprar? Para que dar-se o trabalho de reunir todos na sala de jantar e preparar a mesa se é possível comer na sala, no sofá ou no chão?
Isto é bom mesmo?


- Quem ainda não reclamou da conexão de internet que tem em casa hoje? Provavelmente, já nos esquecemos de como era no tempo da net discada. Lembro-me bem de que, certa vez, precisei pagar R$ 5 apenas para acessar meu e-mail. Obviamente, isso foi um abuso do dono do computador - e porque ele era nosso vizinho de anos! Não vem ao caso. Muitos de nós já reclamamos da conexão que temos em casa, em algum momento. Pode ser com a maior taxa de transferência de dados do país, basta ela cair para começarmos a atacá-la. Eu já fiz isso. Culpada de novo.
Não foi algo bom.


- O ônibus, o trem, o metrô que aguardamos sempre demora mais do que deveria. Por quê? Porque temos pressa, e qualquer espaço de tempo entre nós esperando na estação e nós alcançando o destino é infinito, um desperdício. E nem podemos mais nos dar o luxo de conversar com um estranho na rua sem a fatídica desconfiança do nosso século.


- Da mesma forma, torna-se triste a convivência com pessoas que têm pressa em alcançar o que querem de você, que tem apenas aquele objetivo, para depois descartá-lo(a) como a um copo plástico. Gente que apenas dá alguma atenção a suas atitudes se elas forem: a) um grande acerto ou b) um grande erro. No primeiro caso, porque todos vão querer celebrar com você, já que "é muito fácil amar quem está no pódio"; no segundo, porque poderão criticá-lo (a). Neste mundo, o que vale não é a intenção.


No entanto, não podemos esquecer de que quanto mais queremos acelerar o ritmo de vida, também há grandes chances de acelerarmos o processo de cansaço, de esgotamento físico e mental. Imaginem se, para realizar todas as atividades que temos pendentes, precisássemos de um dia com 36 ou 48 horas? O que aconteceria com a humanidade em matéria de estafa, estresse, doenças cardíacas e outros tipos de males?


Será que precisamos realmente viver neste mundo baixando a cabeça para suas demandas e condições esbaforidas de vida? Vamos abocanhar mais do que podemos mastigar no trabalho porque o chefe vai achar bacana que façamos mil coisas enquanto ele assina alguns documentos que passamos a noite elaborando [talvez em casa]? Devemos nos curvar para as convenções e hábitos sociais ou íntimos que parecem acelerar no tempo?


Permita Deus que, no futuro, a nossa geração não fique conhecida como a precursora do Estresse-nosso-de-cada-dia. Afinal, desde quando o apressado comeu cru e gostou?


[Cenário Nacional] Marcia Luz, Evandro R. Ribeiro e Hanny Saraiva

terça-feira, 15 de maio de 2012

LIVRO "AGORA É PRA VALER" PROPÕE QUEBRA DE PARADIGMAS NO MODO DE LIDERAR PESSOAS

Dotada de um estilo inovador, a autora utiliza uma estrutura romanceada em livro de autodesenvolvimento. 


Após crise, chefe bem-sucedido precisa rever modo como lida com as pessoas. A Trajetória de personagem que busca se reerguer apresenta novos conceitos de liderança. Agora é pra valer - A verdadeira história de quem passou de chefe dos outros a líder de si mesmo, obra da escritora Marcia Luz, tem como protagonista Lúcio Queiroz. O personagem fictício é construído de modo tão autêntico que carrega em si inúmeros perfis de chefes, gerentes e coordenadores que não se sentem à vontade com os novos paradigmas da liderança e continuam agindo de modo conservador. A autora consolidou em seu livro mais de 20 anos de experiência como instrutora e palestrante na área gerencial. Neste período ela pôde conhecer e auxiliar inúmeros “Lúcios”, e cada um deles está representado na obra.




Você acompanhará a saga de Lucio Queiroz, um homem que com toda certeza lembrará vários chefes que você mesmo já teve. E garanto que qualquer semelhança com a realidade não terá sido mera coincidência. Não inventei nada, nenhuma das atitudes extremas do personagem, por incrível que possa parecer, foram fruto de minha imaginação. Apenas misturei episódios protagonizados por alguns gerentes que conheci em meus 20 anos de trajetória como formadora de gestores.

 

No início da leitura já nos deparamos com um personagem derrotado, que esteve no topo de um império empresarial, mas que agora se declara no fundo do poço. Ele dá indícios dos motivos que o levaram a tal situação, mas as verdadeiras revelações da trama vêm aos poucos. Acompanhar a trajetória de Lucio Queiroz é uma lição para a vida pessoal e profissional. A queda e a luta por uma segunda chance são, na verdade, pano de fundo para os conceitos de Liderança Transformadora apresentados por Marcia Luz. Pelo modo envolvente como a história é contata, é possível perceber a necessidade de realizar mudança sem que se tenha que passar pela crise que viveu o protagonista do livro.

Adquira o livro pelo site da autora: 
www.marcialuz.com.br




A AUTORA
 

Marcia Luz é psicóloga, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, especializada em Gestalt-terapia e mestre em Engenharia de Produção. Professora de pós-graduação e palestrante. Autora dos livros Lições que a Vida Ensina e a Arte Encena, Outras Lições que a Vida Ensina e a Arte Encena e Construindo um Futuro de Sucesso. Coach executiva e pessoal formada pelo ICI (Integrated Coaching Institute), com curso certifi cado pelo ICF (International Coaching Federation). Sócia-presidente da Plenitude Soluções Empresariais Ltda.









NÃO DEIXE O SOL BRILHAR EM MIM (EVANDRO RAIZ RIBEIRO)
Fantasia, vampiros e a denúncia da xenofobia no livro de Evandro R. Ribeiro.

Em Não Deixe o Sol Brilhar em Mim, o autor volta no tempo em um acerto de contas com o passado. Misturando reminiscências de sua infância com ficção, conta a história de Dennis e Valquíria, dois pré-adolescentes perdidos na solidão de suas vidas, cada um preenchendo o vazio existencial que há no outro em meio aos anseios da adolescência, descoberta do primeiro amor e amizade sincera.

Porém Valquíria tem um segredo terrível. Não Deixe o Sol Brilhar em Mim é uma história de vampiros diferente em que a fuga da solidão ultrapassa o limite do sobrenatural.


O AUTOR

Nasceu em Recife, passou sua infância entre Pernambuco, Paraiba e Alagoas. A adolescência passou em Santo André, cidade que considera como sua segunda terra natal, onde tem uma segunda família e muitos amigos. As pessoas que lá encontrou, trataram um garoto nordestino e desconhecido com o devido respeito que o ser humano merece, dando-lhe a confiança necessária para desbravar o futuro e o mundo. Hoje em dia é web designer e mora no Japão desde 1992. Não deixe o sol brilhar em mim é a sua primeira aventura literária. 





NEPHALINS - A HERANÇA DOS ANJOS (Hanny Saraiva)

“No dia em que Lívia Diirr mostrou para Naveen Diirr o desenho da tatuagem que se fixaria na pele de seus filhos, as mangueiras estavam em flor. Por causa disso, ela pensou em algo que representasse a proteção do caminho e a vida dos viajantes. Para Lívia, nas viagens, as pessoas cruzavam com mangueiras e essas árvores cheiravam a céu.” Ela não sabia que anos mais tarde seu filho caçula ia querer retirar a tatuagem, desativando sua proteção. Em uma longa jornada de perigos, perdas e testes de coragem os irmãos Diirr, junto com caçadores de criaturas fantásticas terão que se proteger de impalers, os sugadores de energia e descobrir o que significa ser um descendente de angelis. A tatuagem era só o princípio.

Boa tarde! 


[Incentivo à Leitura] Vinte anos do Proler, com promessa de ampliação

O PROLER [Programa Nacional de Incentivo à Leitura] está completando duas décadas de existência seguindo sua pretensiosa meta de estimular o interesse dos brasileiros pela leitura. Para Carmem Pimentel, coordenadora do Programa, a meta de 2012 é estabelecer mais 10 Comitês de Leitura, alcançar mais municípios e criar mais parcerias com organizações facilitadoras do acesso ao livro e à leitura.

Presentemente, o Proler conta com 78 comitês de leitura em todo o território nacional, promovendo atividades em aproximadamente 500 municípios. Carmem ainda diz que o programa chega a formar 2.000 mediadores de leitura anualmente, graças a subsídios da Fundação Biblioteca Nacional e ações executadas pelos comitês com os mais variados recursos.

A formação de mediadores de leitura é um trabalho de enraizamento cultural que se multiplica, formando uma rede cada vez maior de ações de leitura. Com isso, mais cidadãos se tornarão cidadãos leitores, modificando o retrato do Brasil. (Carmem Pimentel)


Uma pesquisa foi realizada pelo Instituto Pró-Livro com apoio da Abrelivros [Associação Brasileiras de Editores de Livros Escolares], da Câmara Brasileira do Livro e do SNEL [Sindicato Nacional dos Editores de Livros]. É a Pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", que mostra dados tristes. O índice de penetração de leitores caiu 5% em 4 anos, deixando a faixa dos 55% (2007) para 50% (2011); e, dentro desse mesmo tempo, a média de livros lidos pelos brasileiros com idade igual ou superior a 15 anos e um mínimo de 3 anos de escolaridade foi de 3.7 para 3.1 ao ano.
Em contrapartida, em celebração aos 20 anos do Proler, a Casa da Leitura e a Biblioteca Nacional vão promover entre 14 e 19 de maio uma variedade de atividades culturais com entrada franca para os sortudos que moram no Rio de Janeiro!

Saibam mais do evento pelo link do JORNAL DIA DIA.



Para alguns de nós, uma média anual de 3 livros por ano, além de absurda, parece fantasiosa. Mas é assim mesmo quando não existe um estímulo dos pais, da família e da própria escola, muitos que ainda julgam a leitura um desperdício de tempo. Mas não é. Estimular a leitura é um ato verdadeiro de amor. Façamos isso pelos nossos filhos, que vão herdar este mundo com todas as suas qualidades, e também as falhas. Bom dia!!


Fonte:
Cenário MT




[Resenha] Em Chamas (Suzanne Collins)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ATENÇÃO: A RESENHA PODE CONTER SPOILERS PARA QUEM NÃO LEU O PRIMEIRO LIVRO!


Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia, Em Chamas é o segundo volume da bem-sucedida trilogia iniciada com Jogos Vorazes, mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos. Com mais de 4 milhões de exemplares vendidos apenas nos EUA e permanecendo 130 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, a trilogia assinada por Suzanne Collins foi adaptada para o cinema e o filme estreou em março deste ano. Depois de vencer os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem. (SKOOB)


Uau.
O segundo livro da popular trilogia distópica de Suzanne Collins é tão bom quanto o primeiro, se não melhor. Particularmente, sabendo de tudo que sei, tendo vivido em Panem por algum tempo, é ainda mais fácil nos encontrarmos e identificarmos com os personagens neste segundo volume. Porque nele é que a coisa esquenta de verdade.


Ao terminar JOGOS VORAZES, fiquei pensando... O que mais a autora pode querer mostrar, além da força de Katniss, da brutalidade dos Jogos e do poder da Capital, e tudo mais que vimos no primeiro livro? Mas aí, você começa a ler. E as surpresas do enredo fazem jus à sua existência. É preciso tirar o chapéu para a capacidade criativa infinita de Suzanne Collins na criação de jogos, riscos de morte e de um enredo cativante.



Se pudesse escolher, tentaria esquecer por completo os Jogos Vorazes. Jamais falaria neles. Fingiria que não eram nada além de um sonho ruim. Mas a Turnê da Vitória torna isso impossível. Estrategicamente situada quase entre um jogo e outro, ela é uma maneira de manter o horror vivo e presente. Não apenas nós, residentes dos distritos, somos forçados a nos lembrar da mão de ferro do poder da Capital a cada ano, como também somos forçados a comemorá-la. E esse ano eu terei de viajar de distrito em distrito para aparecer diante das multidões entusiasmadas, que secretamente me odeiam, para olhar bem nos rostos dos familiares cujos filhos eu matei... (p. 10)



Este livro também é dividido em três partes iguais [A Fagulha, O Massacre e O Inimigo], de 9 capítulos cada, o que mostra a consistência da autora no ritmo, um ponto que admiro nela - sou sistemática ao cúmulo, livros assim me agradam. Eles não são capítulos curtos, mas cada página te prende como um ímã, e você voa na leitura sem dor nem pudor.

Mais uma vez, quero destacar a nossa forte conexão com os personagens, não apenas os protagonistas e personagens sobreviventes, mas com os novos. Katniss acaba mostrando qualidades ocultas, mas também se ressaltam a sua vulnerabilidade e a força de seu instinto de sobrevivência. Uma situação super delicada se instala entre ela e Gale [com quem nunca tivera segredos e constrangimentos], rapaz que teve mais destaque no livro, mas ainda não me convenceu de que ela deve ficar com ele.
Sou team Peeta ^^
Catnip [não, você não leu errado] é generosa, humilde, humana e amiga na medida do possível. Conhecemos mais personagens, como Darius e o intragável Snow; o belo Finnick, além de Johanna, Beetee e Mags; Hazelle e os irmãos de Gale]; e ainda vemos o espetacular avanço de Prim e da Sra. Everdeen, e como elas são fortes.

Suzanne expande o foco dos Jogos Vorazes para o cenário distópico em si, mostrando que há coisas maiores, muito mais graves em jogo naquele universo. Katniss precisa lidar com as consequências de seus últimos atos nos Jogos Vorazes, e com a raiva que sente da mãe, mas sobretudo, com o futuro que a aguarda por causa de uma decisão simples e de proporções tão avassaladoras.


Às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar. (p. 40)  


Li-o em 2 dias e, como mencionei antes, as páginas quase parecem se incendiar bem na sua frente. O fato de haver traços de bom humor na história não significa que ela é um conto de fadas que promete terminar bem, e o Massacre Quaternário é uma prova disso. Mas é divertido ver os absurdos a que as pessoas chegam para sintonizarem-se com a moda da Capital. Ri e chorei muito mais com este volume da história da "garota quente" de Cinna, um personagem que amo. Mas o ponto alto é a ótima, amigável, relação de Katniss com Snow, e como foi fácil identificar-me ainda mais com ela.

- Meus conselheiros estavam preocupados com a possibilidade de você ser uma pessoa difícil, mas você não está planejando ser uma pessoa difícil, está?
- Não - respondo.- Foi o que disse para eles. Eu disse que uma garota que passou por tantos infortúnios para se manter viva não vai estar interessada em jogar tudo isso fora de mão beijada. Sem falar na família que ela precisa proteger. (...)
Bom, todas as cartas estão sobre a mesa agora. Talvez seja melhor assim. Eu não me dou muito bem com ameaças ambíguas. Prefiro saber logo como está o placar. (p. 26-27)


O romance e o amor familiar foram também mais bem abordados neste volume. No caso das paixões, estas criaram sentimentos conflituosos em mim. Quando os papéis se invertem, eu mesma passei a questionar verdades que, depois de Jogos Vorazes, me pareciam absolutas. Mas Suzanne sabe narrar de forma que o amor seja um elemento do universo, mas não o que reina nele. Afinal, é importante ter um mundo em que a gente possa amar os outros, não é?


Enquanto eu estava zanzando pelo piso daquele portão, pensando somente em mim mesma, ele estava aqui, pensando somente em mim. Vergonha não é uma palavra forte o suficiente para descrever o que estou sentindo agora. (p. 192)


A autora raciocina e gira o enredo de forma a criar dilemas e ações reais, conclusões para lá de humanas. Entre a peculiar Turnê dos Vitoriosos, o instável clima político, social e civil por toda Panem, os focos de rebelião e a chegada de novos Pacificadores, temos um livro que nos prende até a última página, e gera em nós o desejo premente de ler o terceiro e último volume.

Sobre o visual do livro, da minha edição: A capa, mais uma vez, ficou linda, com os efeitos luminosos no tordo e sua passagem sobre algo muito importante no livro ^^ Novamente, só não curto a fonte do título, vá entender; a diagramação interna seguiu o padrão do primeiro livro, com folha de rosto decorada com a capa em P&B, tal como os livros da saga Crepúsculo. Encontrei vários errozinhos na impressão e na revisão, talvez, e uma falha em uma das páginas, não sei se é um caso isolado ou um problema do lote dos boxes, mas nada disso é suficiente para apagar o brilho da obra, a inteligência da autora, a força de Katniss, a genialidade desmedida e quase surreal de Peeta. Está no hall dos favoritos. Recomendo sem medo - mas não para o público infantil ;-)

JOGOS VORAZES foi lançado originalmente em 2008 e a trilogia é composta pelos livros:

- A Esperança  (Mockingjay)






EM CHAMAS

CATCHING FIRE
SUZANNE COLLINS
EDITORA ROCCO
2011
416 p.

NOTAS ESPECÍFICAS:
5 CAPA
5 ENREDO E NARRATIVA
5 DIAGRAMAÇÃO INTERNA
5 CONEXÃO COM A HISTÓRIA
4 IMPRESSÃO

NOTA GERAL:
5





A AUTORA
Suzanne Collins é escritora e roteirista de programas infantis, formada em escrita dramática pela New York University. Fez vários roteiros para a Nickelodeon. Entre 2003 e 2007, Suzanne escreveu os 5 livros da série de fantasia “The Underland Chronicles”. Em 2008, lançou “The Hunger Games”, primeiro livro da trilogia homônima. A inspiração veio quando ela assistia TV: mudando de canal, viu um reality show que passava ao mesmo tempo em que outro canal transmitia cenas da Guerra do Iraque. Suzanne inseriu essa junção num contexto de mitologia grega e em suas noções de efeitos de guerra. "The Hunger Games" entrou na lista de best-sellers do The New York Times por mais de 60 semanas e a adaptação cinematográfica alcançou a marca de 3ª maior bilheteria da história em um fim de semana de estreia.








[Dica de Leitura da Semana] Em Chamas e A Esperança

Hello guys!
Depois de um fim de semana agitadíssimo em matéria de revelações do universo - nem me perguntem por quê... A dica de leitura da semana são os livros 2 e 3 da trilogia Jogos Vorazes, publicados no Brasil pela Rocco. Por razões óbvias, há spoilers para quem não leu o primeiro volume, então estão avisados ;-)

Abaixo, ficam as dicas das sinopses adaptadas do Skoob para quem quer uma leitura distópica de qualidade e muitas surpresas no enredo. Considero Suzanne Collins a real sucessora de J. K. Rowling, em matéria de livros infanto-juvenis (tudo bem, mais juvenil-adulto que infantil) e qualidade literária.


Em Chamas
Ed. Rocco
Skoob 

Mistura de FC com reality show, passando pela mitologia e filosofia, Em chamas é o segundo volume da bem-sucedida trilogia iniciada com Jogos Vorazes, mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos. Com mais de 4 milhões de exemplares vendidos apenas nos EUA e por 130 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, a trilogia de Suzanne Collins seguirá com as adaptações para o cinema, tendo JOGOS VORAZES estreado nos cinemas apenas 2 meses atrás. Depois de vencer os Jogos Vorazes [competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem], Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.


A Esperança
Ed. Rocco
Skoob
 
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.





Desde que comecei a leitura de Em Chamas, as páginas literalmente parecem se incendiar entre uma e outra... Os acontecimentos estão ocorrendo em ordem ascendente, e a emoção segue no mesmo padrão. Devo terminar sua leitura ainda hoje, para já engatar a de A Esperança, antes de precisar fazer mais uma desaceleração nas leituras, pelas velhas razões pessoais [vulgo: vida real e cruel]  =P

Fica a dica, se estiverem planejando comprar os livros, façam-no sem medo porque valem a pena até demais, podem confiar em mim! Quem curtiu o mundo fantástico criado por JK Rowling na saga Harry Potter vai se tornar fã de Suzanne Collins e saberá apreciar o mundo idealizado por ela. Não espero estimular aquele aquele tipo de comportamento "A série que eu gosto é melhor que a que você gosta", porque acho isso tremendamente infantil, desnecessário, e honestamente, nunca entendi onde essas brigas poderiam chegar.

Crepúsculo, Percy Jackson, Harry Potter e Jogos Vorazes [para começar, mas poderíamos relatar algumas mais aqui] são todas ótimas séries, cada uma focando em um universo diferente, e que fez sucesso por estimular apreço de formas distintas. Adoro Crepúsculo pelo romance e a Bella tão diferente dos filmes; curto Percy pela mitologia e a genialidade de Rick Riordan em aproximar mitos da nossa realidade; apaixonei-me por Jogos Vorazes pela criatividade de Suzanne na criação da distopia e por conseguir colocar amor ali dentro, nas curvas de um levante; e amo Harry Potter por... bem, por TUDO, JK é a minha diva, a mulher que mais admiro no planeta Terra ^^

Vamos apreciar o que é literariamente belo e foi muito bem construído, e todas as sagas terão seu merecido espaço nas nossas estantes e corações. <3

Boa semana a todos!!



[Classificando] Entre troquinhas e vendas

domingo, 13 de maio de 2012



Atualização da lista de trocas e vendas da minha estante pessoal...

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Todos seguem com marcadores e sem cobrança de frete, inclusive os da estante de vendas. Contato pelo FORMULÁRIO.

[Datas Especiais] Dia das Mamães!

Fonte: Olhar de Minas
Vocês acham que eu deixaria passar a data em branco? De jeito maneira! 
Além de hoje, 13 de maio, ser o Dia de Nossa Senhora de Fátima, é o segundo domingo de Maio, e é quando celebramos o Dia delas, as mulheres mais corajosas do mundo...



DIA DAS MÃES!



O Dia das Mães [Mother's Day, Dia de las Madres] começou a ser celebrado lá pelo início do séc. XX, por consequência da depressão sofrida por uma jovem americana, Annie M. Jarvis, ao perder sua mãe, uma trabalhadora da Guerra Civil nacional. As amigas de Annie, preocupadas com a saúde dela, organizaram uma festa para a mãe falecida, em honra da eternização de sua lembrança. Foi ideia de Annie que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou não. Ano a ano, a festa passou a se propagar por todos os estados norte-americanos e, em 1914, a data de 9 de maio finalmente foi tornada oficial pelo Presidente Woodrow Wilson como DIA DAS MÃES.

Ainda assim, existe a conotação mitológica da celebração da data, que remonta à Grécia Antiga - a chegada da Primavera era celebrada em homenagem à mãe dos deuses, REIA. Há ocorrências no início do séc. XVII, quando a Inglaterra passou a reservar o quarto domingo da Quaresma às mães do operariado inglês [dia em que as operárias tinham folga para ficar em casa com suas mães, e era chamado "Mothering Day"... O que acabou inspirando a criação do "mothering cake", um bolo dedicado às mães... O que deu maiores características festivas ao dia. UFA!]. 


Fonte: Mensagens-Thatalyscal
Nos EUA, no Japão, na Turquia e na Itália, a data é celebrada juntamente com o Brasil, o segundo domingo de maio. Nas nossas terras tupiniquins, teria sido em 1932 [na gestão Vargas] que o presidente tornou oficial a data para celebrarmos o Dia das Mães. Em 1947, D. Jaime Câmara [cardeal arcebispo do Rio] fixou a data também no calendário oficial da Igreja Católica.

Enquanto isso, em PORTUGAL e na ÁFRICA DO SUL a data é comemorada no primeiro domingo de Maio - em substituição ao dia 8 de dezembro [Dia de Nossa Senhora da Conceição], quando comemoraram por muitos anos. O fato triste é que em ISRAEL o Dia das Mães não é mais celebrado. Por outro lado, hoje eles comemoram o Dia da Família, em fevereiro.Na NORUEGA, celebra-se o dia das Mães no segundo domingo de fevereiro; Na SUÉCIA, no quarto domingo de maio; no MÉXICO, em uma data fixa, que é 10 de Maio. Já na Tailândia, comemora-se em 12 de agosto, pelo aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit. De toda forma, muitas nações pelo mundo celebram esse dia especial.

Sim, sei que esta é uma das datas que mais movimentam o comércio no Brasil; todos nós já nos "entupimos" de propagandas abordando o Dia das Mães e posso dizer que eu mesma vi homenagens desde janeiro na TV fechada! Quando é homenagem, um agradecimento com uma mensagem legal, eu adoro; mas quando é uma mera estratégia de venda, abomino. 

No entanto, este é o único dia em que eu perdoo ese tipo de coisa, por mais contraditório que pareça. Convenhamos, como não querer encher de presentes uma mulher que passou nove meses cuidando da gente desde o ventre, e depois de trinta anos ainda nos mima como se fôssemos frágeis peças de porcelana? É difícil resistir ao poder que as mães têm sobre nós. A ligação é forte demais. Desculpem-me os pais, mas amor de mãe e amor por mãe é diferente, é simplesmente especial. Porque uma mulher que aguenta o que tem que passar durante um parto merece todas as honrarias do mundo!

Por isso...
Feliz Dia para as mamães seguidoras ou leitoras do blog! Também para as mamães de todos os nossos seguidores/curtidores, e  ainda para todas as mães, inclusive aquelas que não são de sangue, mas do coração *.*! O vínculo criado com aquela com quem compartilhamos tanto, desde o princípio da vida, no ventre, até as decisões mais importantes da nossa história, é eterno. Mas ser mãe é mais que isso, é muito mais do que trazer ao mundo: ser mãe (e ser pai, também) é, numa doutrina de amor, criar seus filhos e prepará-los para a vida. Isso faz a diferença nos pais que admiramos e em quem nos inspiramos para sermos pais ou mães, um dia. ♥

Um dia feliz, saudável, de muita festa - e livros, que ninguém é de ferro, não é? ;-)
Beijos especiais às mamães da blogosfera e do mundo literário!


DICAS DE PRESENTES PARA AS MAMÃES LEITORAS E INCENTIVADORAS DA LEITURA - AS QUE MAIS ADMIRO ENTRE AS MÃES...


FALA SÉRIO, MÃE!
THALITA REBOUÇAS

Mãe e filha. Que relação complicada essa! Amor, carinho, compreensão e, claro, muitas, muitas brigas. Brigas importantes, brigas bobas, brigas memoráveis. Só variam conforme a idade. Boletim, namorados, arrumação do quarto, legumes, viagens, festas, hora de chegar das festas... tudo é motivo para essas pelejas domésticas. Para Angela Cristina, elas são apenas carinho e preocupação. Para Maria de Lourdes, são chateação materna mesmo. Na primeira metade do livro, os textos mostram o ponto de vista da mãe. Mas depois do primeiro beijo, aos 12 anos, é Maria de Lourdes (ou Malu, como ela prefere) quem assume a narrativa. Fala sério, mãe! é uma coletânea de crônicas bem-humoradas do cotidiano dessas duas personagens, que pode ser lida aleatoriamente ou como um romance em pílulas, em ordem cronológica, da barriga aos 21 anos.



QUERIDA MAMÃE
BRIAN TREVOR GREIVE
 
Querida Mamãe vai ajudar os filhos de todas as idades (especialmente os que se dizem crescidos) a expressar esses sentimentos tão fundamentais com uma divertida combinação de palavras gentis e bem-humoradas e extraordinárias fotografias de animais. 






MINI BECKY BLOOM: TAL MÃE, TAL FILHA
SOPHIE KINSELLA

Becky Bloom está casada com o homem de seus sonhos, Luke, e tem uma filha de dois anos, Minnie, que parece seguir desde já o gosto da mãe por compras e pela moda. Mas criar a filha é muito mais complicado do que parecia ser, pois a garotinha cria confusões por onde passa. E quando Becky decide dar uma festa surpresa para Luke, não será uma tarefa fácil manter os preparativos em segredo do marido




DAENERYS, A MÃE DOS DRAGÕES
GEORGE R. R. MARTIN

Esta é a história de Daenerys, a última descendente da dinastia Targaryen, antigos senhores dos Sete Reinos. Exilada pelo Usurpador, Daenerys terá que crescer mais depressa do que seria normal para uma menina da sua idade. E em vez do luxo destinado aos senhores dos Sete Reinos, terá que experimentar as agruras da fuga, da carência, das tentativas de assassinato, do casamento forçado...

 


Fonte:



[Durante a Semana] 6 a 12/05/2012

Bom Dia das Mães a todos! Nesta semana, novamente, aproveitando meus últimos segundos de folga, pude ver mais episódios pendentes de séries.

***

GLEE nem de longe está me animando como antigamente, e não tenho vergonha de dizer que estou vendo os quatro episódios mais recentes em prestações. Não sei bem o que houve neste ano 3... Antes eu era fascinada pela série, porque apesar do enredo simples e batido, as canções eram demais, e musicalmente ainda os considero superiores a muitos musicais de sucesso. Mas a escolha das canções já não me agrada como antes. Eu gosto da música de um tempo em que computadores não cantavam no lugar das pessoas. A verdade é essa.

THE SECRET CIRCLE não escapou do Ceifador mesmo. Apesar de ser fã de Britt Robertson, preciso admitir que ela tem um pezinho frio... É a segunda série que ela protagoniza e vai para o brejo (a primeira foi Life Unexpected, na qual ela interpreta Lux). Espero sinceramente que aconteça o mesmo que houve com Fringe e Roswell, que por causa dos fãs retornaram [o movimento dos fãs de Roswell com as trocentas garrafinhas de molho enviadas ao estúdio foi histórico]. Terra Nova pode correr o mesmo risco. E não vamos esquecer de uma série fantástica como FLASH FORWARD, que foi cancelada no primeiro ano, mas era brilhante.

SUPERNATURAL e THE VAMPIRE DIARIES seguem firmes e fortes, mas ainda não vi os episódios dessa última semana. Ri muito com "Ler é Essencial", de Supernatural, especialmente a cena de Sam e Harry Potter. Mas, por outro lado, podem imaginar a tristeza em que me encontrei quando o penúltimo episódio da temporada de TVD acabou, não é? Fazer o quê, eu curto Klaus e Caroline. Ponto. A propósito, amanhã começa a maratona de The Vampire Diaries na Warner, a partir das 13h, para quem quer acompanhar desde a primeira. Vale a pena, o enredo é supremo - mesmo dublado (yew). Ótimo, rever o cabelo esquisito de Damon, no início da série ^^

Tampouco vi a season finale de THE BIG BANG THEORY, apesar de o penúltimo episódio do quinto ano estar entre os mais divertidos que vi na série. E olhe que foram muitos. NO SPOILERS o//


***

Em matéria de filmes... Vi um [na HBO] esta semana que acabou superando todas as minhas baixas expectativas sobre ele. A história era bem simples mesmo, mas o desenrolar dela foi tão emocionante que só de lembrar ainda me dá uma agonia no peito. É Finding a Family (2011), baseado em fatos reais. Vejam a página do filme no site HallMark. Foto ao lado, cartaz do Google Images, tag "Finding a family".

O estreante Jared Abrahamson (que muito me lembrou um Zac Efron com modificações ocasionais) fez um excelente trabalho no papel de Alex, que teve de se afastar da mãe [uma brilhante P.h.D., mas com crises psicóticas, incapaz de continuar cuidando dele] e procurou sozinho uma família adotiva para poder terminar os estudos e entrar em Harvard. Um garoto de ótimas notas perder-se assim? O que acha?  Uma história linda, um final emocionante que eu recomendo. E mais que recomendada para hoje, DIA DAS MÃES!
 
***
* Em matéria de livros, finalizei a leitura de O ESPIÃO - não atingiu exatamente todas as minhas expectativas, e a resenha está no ar. Também, a de Estilhaça-me. Fiquem atentos à promoção, em breve!

* Em contrapartida, a leitura de EM CHAMAS está me dando a sensação de pegar fogo em tudo! Li 100 páginas em questão de horas, e estou louca para terminar, o que será ainda hoje.




DURANTE A SEMANA NO CANTO E CONTO...


DOMINGO 6

SEGUNDA 7

TERÇA 8

QUARTA 9

QUINTA 10

SEXTA 11



Bom dia a todos, fiquem com Deus e se cuidem =**



[Quoting] Pablo Neruda escreveu...



Foto Skoob
Pablo Neruda (12/07/1904 - 23/09/1973) foi um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX, e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México. Era filho de José del Carmen Reyes Morales, um operário ferroviário, e de Rosa Basoalto Opazo, professora primária, morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida.
 
Em 1906 a família se muda para Temuco onde seu pai se casa com Trinidad Candia Marverde, a quem o poeta menciona em diversos textos como "Confesso que vivi" e "Memorial de Ilha Negra" como o nome de Mamadre. Realiza seus estudos no Liceu de Homens dessa cidade, onde também publica seus primeiros poemas no periódico regional A Manhã. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), que utilizaria durante toda a vida.
 
 
Este belíssimo trecho veio de um dos poetas mais aclamados do mundo. Além disso, é o autor favorito de Ted Mosby, da série "How I Met Your Mother" o/ A despeito dos amigos, de vez em quando Ted recita algo do autor, e eu acho lindo.

Bom dia e Feliz Dia das Mães!!
 
 
 




[Resenha] O Espião (Clive Cussler e Justin Scott)

sexta-feira, 11 de maio de 2012


Um talentoso projetista de canhões da Marinha norte-americana morre enquanto tocava piano. Evidências apontam para suicídio, mas sua filha, Dorothy Langner não acredita nessa hipótese - um homem bem-sucedido, dono de uma mente brilhante jamais se mataria. A jovem beldade Langner procura a agência de detetives Van Dorn e solicita que agentes reavaliem as provas encontradas pela Marinha na cena do suposto suicídio. O detetive Isaac Bell, comovido pelo amor filial da garota e por sua beleza descomunal, decide reabrir o caso, checar novamente as evidências. É aí que ele descobre que a morte de Langner é apenas uma peça do grande quebra-cabeças em montagem para atingir em cheio a Marinha americana. E a morte dele foi apenas a primeira de uma série. E como se isso não bastasse, uma peça ainda falta: quem é o espião por trás de todas essas tragédias?


 
Eis uma resenha difícil e que custei a escrever. É triste dizer que mal posso expressar em palavras o quanto esse livro ficou aquém das minhas expectativas, que eram altíssimas. Li sobre Clive Cussler, e sei que ele é autor de dezenas de livros, mas particularmente O ESPIÃO – escrito em conjunto com Justin Scott – não me conquistou.

Não consegui criar uma conexão com os personagens – inúmeros, a propósito - nem com a história; foi difícil acompanhar todos os termos técnicos, náuticos, um tema que nunca me interessou de verdade; não consegui entrar de cabeça na leitura, logo ela foi bem superficial, desde o primeiro capítulo, que precisei recomeçar duas vezes. Não me aprofundei no enredo, nem nas peculiaridades dos personagens, que parecem ter ficado em suspensão na minha mente. Pode ser o momento em que o li, talvez, mas a leitura foi lenta e sem aquela emoção contínua, sem a palpitação e o desejo ardente de saber o que vinha depois. Exceto pelas cenas isoladas da cobra e do marinheiro na lancha, que realmente foram muito legais, não me apaixonei. Não sei como eram as coisas em 1908, a visão que os bandidos tinham da justiça, mas Bell protagonizou uma das cenas mais fantasiosas que já li num livro sem ser de Fantasia. O detetive nem parecia uma pessoa real, em alguns momentos.


Li muitas resenhas, umas boas e outras negativas – uma delas chegou a ser um pouco cruel – e vi que as avaliações positivas são maiores que as outras. O Espião é o terceiro livro de uma série de cinco, e escapa ao meu conhecimento e à minha rápida pesquisa na net se os primeiros volumes foram publicados no Brasil, ou mesmo se há previsão. Honestamente, a leitura deste volume não gerou em mim a expectativa pelos anteriores ou pelos próximos. Mas ouvi falar que Clive já criou outras grandes histórias, quem sabe eu me surpreenda com o personagem Dirk Pitt?

Uma fatalidade sempre pode aparecer. Os eventos que não planejamos, às vezes, são a melhor coisa que pode acontecer conosco. (p. 276)

É um livro bastante descritivo, mas ao mesmo tempo faltam explicações sobre termos técnicos; uma história repleta de espiões, conflitos entre americanos, japoneses, sabotagens, alemães, tragédias, mistérios, provas forjadas, investigação, navios, mulheres lindas e poderosas, donas do próprio destino; vemos detalhes da indústria bélica e metalúrgica, carros avançados para a época, muita desconfiança, chefões do crime e caras muito piores que eles. 
A capa é linda, a diagramação ficou simples, mas super organizada, como é o padrão da editora, e a revisão também. Em suma, a edição teve nota máxima; lamentei apenas ficar com essa impressão do enredo e da narrativa, porque aquele foi um período tão rico da nossa história, às vésperas da Primeira Guerra e da Revolução Russa, quando o mundo era um barril de pólvora esperando pelo estopim, com conflitos políticos, jogos de aliados, grandes mudanças mundiais... que eu esperava bem mais emoção. Mas esta é a minha opinião, um caso isolado: espero que leiam, tirem suas próprias conclusões e decidam por si mesmos.

Inclusive...
A Promoção do Kit O Espião via até o dia 28/05. É só no Facebook. PARTICIPEM! Segue o link da nossa Fanpage =)




O ESPIÃO

THE SPY
CLIVE CUSSLER E JUSTIN SCOTT
EDITORA NOVO CONCEITO
2012
416 p.

NOTAS ESPECÍFICAS:
5 CAPA
5 DIAGRAMAÇÃO INTERNA
2 NARRATIVA
2 ENREDO
2 FACILIDADE DE LEITURA

NOTA GERAL:
3


OS AUTORES

Clive Cussler é autor de mais de 40 livros. Seus mais recentes romances destacaram-se pelo The New York Times entre os mais vendidos nos EUA. Entre suas obras de não-ficção, destacam-se The Sea Hunters I e II, que narram aventuras reais do autor em busca de importantes navios históricos naufragados. Ele vive no estado do Arizona-EUA.

Justin Scott escreveu 24 romances, com destaque para The Shipkiller e Normandie Triangle. A série sobre o detetive Ben Abbot e 5 modernos romances de aventura e suspense publicados usando o pseudônimo Paul Garrison. Ele mora em Connecticut-EUA.



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