Há uma situação corriqueira, acredito que na vida de muita gente, um quadro que independe de você conviver com muitas pessoas, ou com um grupo menor. Não apenas em casa, como na escola, no trabalho, na vizinhança, ainda existe uma realidade egoísta, injusta e que causa mais estrago do que imaginamos: é a cultura do Valor do Momento.
Já cheguei a desejar que o dia tivesse mais de 24 horas, porque esse período não estava sendo suficiente para realizar todas as minhas atividades. Estes são tempos marcados pela velocidade dos acontecimentos, das ações e emoções. A vida passa como um facho efêmero de luz, mas será que anda deixando boas marcas?
Vivemos com pressa, seja para terminar as refeições ou para acessar portais de notícias e entretenimento; para chegar ao trabalho ou voltar para casa; para encontrar prazeres e satisfação. As vantagens e economia de tempo são atraentes, mas isso não significa necessariamente um coisa boa.
- O fast-food fez das refeições uma atividade de momento, algo passageiro, uma necessidade, e não mais um prazer do conjunto. Quem ainda se reúne à mesa para comer? As cadeias de lanches prontos colaboraram para que as refeições fossem ainda mais rápidas e "portáteis": são copos e pratos descartáveis, embalagens de papelão ou plástico que você atira a uma lixeira ao fim do filme, no cinema, ou mesmo em casa. Se você pode comer algo gostoso, preparado por outros e que ainda pode ser entregue em domicílio, porque cozinhar ou sair para comprar? Para que dar-se o trabalho de reunir todos na sala de jantar e preparar a mesa se é possível comer na sala, no sofá ou no chão?
Isto é bom mesmo?
- Quem ainda não reclamou da conexão de internet que tem em casa hoje? Provavelmente, já nos esquecemos de como era no tempo da net discada. Lembro-me bem de que, certa vez, precisei pagar R$ 5 apenas para acessar meu e-mail. Obviamente, isso foi um abuso do dono do computador - e porque ele era nosso vizinho de anos! Não vem ao caso. Muitos de nós já reclamamos da conexão que temos em casa, em algum momento. Pode ser com a maior taxa de transferência de dados do país, basta ela cair para começarmos a atacá-la. Eu já fiz isso. Culpada de novo.
Não foi algo bom.
- O ônibus, o trem, o metrô que aguardamos sempre demora mais do que deveria. Por quê? Porque temos pressa, e qualquer espaço de tempo entre nós esperando na estação e nós alcançando o destino é infinito, um desperdício. E nem podemos mais nos dar o luxo de conversar com um estranho na rua sem a fatídica desconfiança do nosso século.
- Da mesma forma, torna-se triste a convivência com pessoas que têm pressa em alcançar o que querem de você, que tem apenas aquele objetivo, para depois descartá-lo(a) como a um copo plástico. Gente que apenas dá alguma atenção a suas atitudes se elas forem: a) um grande acerto ou b) um grande erro. No primeiro caso, porque todos vão querer celebrar com você, já que "é muito fácil amar quem está no pódio"; no segundo, porque poderão criticá-lo (a). Neste mundo, o que vale não é a intenção.
No entanto, não podemos esquecer de que quanto mais queremos acelerar o ritmo de vida, também há grandes chances de acelerarmos o processo de cansaço, de esgotamento físico e mental. Imaginem se, para realizar todas as atividades que temos pendentes, precisássemos de um dia com 36 ou 48 horas? O que aconteceria com a humanidade em matéria de estafa, estresse, doenças cardíacas e outros tipos de males?
Será que precisamos realmente viver neste mundo baixando a cabeça para suas demandas e condições esbaforidas de vida? Vamos abocanhar mais do que podemos mastigar no trabalho porque o chefe vai achar bacana que façamos mil coisas enquanto ele assina alguns documentos que passamos a noite elaborando [talvez em casa]? Devemos nos curvar para as convenções e hábitos sociais ou íntimos que parecem acelerar no tempo?
Permita Deus que, no futuro, a nossa geração não fique conhecida como a precursora do Estresse-nosso-de-cada-dia. Afinal, desde quando o apressado comeu cru e gostou?
Já cheguei a desejar que o dia tivesse mais de 24 horas, porque esse período não estava sendo suficiente para realizar todas as minhas atividades. Estes são tempos marcados pela velocidade dos acontecimentos, das ações e emoções. A vida passa como um facho efêmero de luz, mas será que anda deixando boas marcas?
Vivemos com pressa, seja para terminar as refeições ou para acessar portais de notícias e entretenimento; para chegar ao trabalho ou voltar para casa; para encontrar prazeres e satisfação. As vantagens e economia de tempo são atraentes, mas isso não significa necessariamente um coisa boa.
- O fast-food fez das refeições uma atividade de momento, algo passageiro, uma necessidade, e não mais um prazer do conjunto. Quem ainda se reúne à mesa para comer? As cadeias de lanches prontos colaboraram para que as refeições fossem ainda mais rápidas e "portáteis": são copos e pratos descartáveis, embalagens de papelão ou plástico que você atira a uma lixeira ao fim do filme, no cinema, ou mesmo em casa. Se você pode comer algo gostoso, preparado por outros e que ainda pode ser entregue em domicílio, porque cozinhar ou sair para comprar? Para que dar-se o trabalho de reunir todos na sala de jantar e preparar a mesa se é possível comer na sala, no sofá ou no chão?
Isto é bom mesmo?
- Quem ainda não reclamou da conexão de internet que tem em casa hoje? Provavelmente, já nos esquecemos de como era no tempo da net discada. Lembro-me bem de que, certa vez, precisei pagar R$ 5 apenas para acessar meu e-mail. Obviamente, isso foi um abuso do dono do computador - e porque ele era nosso vizinho de anos! Não vem ao caso. Muitos de nós já reclamamos da conexão que temos em casa, em algum momento. Pode ser com a maior taxa de transferência de dados do país, basta ela cair para começarmos a atacá-la. Eu já fiz isso. Culpada de novo.
Não foi algo bom.
- O ônibus, o trem, o metrô que aguardamos sempre demora mais do que deveria. Por quê? Porque temos pressa, e qualquer espaço de tempo entre nós esperando na estação e nós alcançando o destino é infinito, um desperdício. E nem podemos mais nos dar o luxo de conversar com um estranho na rua sem a fatídica desconfiança do nosso século.
- Da mesma forma, torna-se triste a convivência com pessoas que têm pressa em alcançar o que querem de você, que tem apenas aquele objetivo, para depois descartá-lo(a) como a um copo plástico. Gente que apenas dá alguma atenção a suas atitudes se elas forem: a) um grande acerto ou b) um grande erro. No primeiro caso, porque todos vão querer celebrar com você, já que "é muito fácil amar quem está no pódio"; no segundo, porque poderão criticá-lo (a). Neste mundo, o que vale não é a intenção.
No entanto, não podemos esquecer de que quanto mais queremos acelerar o ritmo de vida, também há grandes chances de acelerarmos o processo de cansaço, de esgotamento físico e mental. Imaginem se, para realizar todas as atividades que temos pendentes, precisássemos de um dia com 36 ou 48 horas? O que aconteceria com a humanidade em matéria de estafa, estresse, doenças cardíacas e outros tipos de males?
Será que precisamos realmente viver neste mundo baixando a cabeça para suas demandas e condições esbaforidas de vida? Vamos abocanhar mais do que podemos mastigar no trabalho porque o chefe vai achar bacana que façamos mil coisas enquanto ele assina alguns documentos que passamos a noite elaborando [talvez em casa]? Devemos nos curvar para as convenções e hábitos sociais ou íntimos que parecem acelerar no tempo?
Permita Deus que, no futuro, a nossa geração não fique conhecida como a precursora do Estresse-nosso-de-cada-dia. Afinal, desde quando o apressado comeu cru e gostou?






















